DE PATO PRA GANSO
terça-feira, 4 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O NÚMERO PHI
O PI E O PHI
Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3,141592653589793238462643383279502884197169399375... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416).
Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante. Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal.
Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções: do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Parthenon... a proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides: cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3ª fileira e assim por diante.
Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu.
O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo - veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam o retângulo de ouro grego.
Mas, em 1200, Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa seqüência matemática, a Série Fibonacci.
A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 ...
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13...e assim por diante.
Aí entra a 1ª "coincidência": a proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, em outras um pouco abaixo, mas a média é 1,618 - exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção a ponto de os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
- A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colméia é de 1,618;
- A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
- A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
- A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias, as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618.
Por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.
Por que os historiadores religiosos descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?
Bom... por volta de 1500, com o retorno do Renascentismo, a cultura clássica voltou à moda.
Michelangelo e, principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe: ele, como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus. Por exemplo:
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo e o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
- Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
- A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;
- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
Considere sempre erros de medida da régua ou fita métrica, que não são objetos acurados de medição.
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção. Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.
Encontramos ainda o número Phi em famosas sinfonias como a 9ª de Beethoven e em outras diversas obras.
Então... seria uma mera coincidência?
Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3,141592653589793238462643383279502884197169399375... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416).
Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante. Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal.
Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções: do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Parthenon... a proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides: cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3ª fileira e assim por diante.
Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu.
O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo - veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam o retângulo de ouro grego.
Mas, em 1200, Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa seqüência matemática, a Série Fibonacci.
A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 ...
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13...e assim por diante.
Aí entra a 1ª "coincidência": a proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, em outras um pouco abaixo, mas a média é 1,618 - exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção a ponto de os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
- A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colméia é de 1,618;
- A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
- A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
- A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias, as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618.
Por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.
Por que os historiadores religiosos descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?
Bom... por volta de 1500, com o retorno do Renascentismo, a cultura clássica voltou à moda.
Michelangelo e, principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe: ele, como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus. Por exemplo:
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo e o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
- Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
- A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;
- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
Considere sempre erros de medida da régua ou fita métrica, que não são objetos acurados de medição.
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção. Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.
Encontramos ainda o número Phi em famosas sinfonias como a 9ª de Beethoven e em outras diversas obras.
Então... seria uma mera coincidência?
Remédio islandês: deixar os bancos quebrarem
AFP
REIKIAVIK, Islândia, 6 Nov 2011 (AFP) -Três anos depois do colapso dos bancos islandeses, a economia da ilha se recupera e se ergue como prova de que os governos, em vez de resgatar estas entidades, deveriam deixá-las quebrar e proteger os contribuintes, apontam analistas.
Em outubro de 2008, os três grandes bancos islandeses foram varridos por sua exposição à crise das hipotecas "subprime", que dias antes fez sua maior vítima com o banco americano de investimentos Lehman Brothers.
O governo de Reikiavik deixou que eles quebrassem e pediu um crédito de 2,25 bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Após três anos de duras medidas de austeridade, a economia da ilha, povoada por pouco mais de 300 mil habitantes, mostra sinais de recuperação.
E isso em meio a uma crise econômica que colocou a Grécia à beira da quebra e gerou planos de ajuste muito impopulares em Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, para reduzir um endividamento público inflado em parte pelo resgate do setor bancário.
"A lição que nasce da maneira pela qual a Islândia lidou com sua crise é que, na medida do possível, é importante proteger os contribuintes e as finanças públicas do custo de uma crise financeira", resume à AFP Jon Bjarki Bentsson, analista do banco Islandsbanki.
"Nossa forma de enfrentar a crise não foi uma escolha, mas se deveu à incapacidade do governo de apoiar em 2008 bancos muito grandes em comparação com a economia. No entanto, isto foi relativamente bom para nós", acrescentou.
O setor financeiro islandês valia antes de sua quebra 11 vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB) da ilha.
O economista americano e prêmio Nobel Paul Krugman concorda com as declarações de Bentsson.
"Enquanto os demais resgataram os banqueiros e fizeram o povo pagar o preço, a Islândia deixou que os bancos quebrassem e expandiu sua rede de proteção social", escreveu recentemente Krugman em um artigo no The New York Times.
"Enquanto os demais ficaram obcecados em tentar aplacar os investidores internacionais, a Islândia impôs controles temporários aos movimentos de capital, para abrir um espaço de manobra", acrescentou.
Durante uma visita a Reikiavik na semana passada, Krugman destacou que a Islândia deve sua recuperação a sua moeda nacional, a coroa, e advertiu contra a ideia de que a adoção do euro protege dos desequilíbrios econômicos.
"A recuperação econômica da Islândia demonstra as vantagens de estar fora do euro", disse Krugman, acrescentando que isto deveria servir de advertência à Espanha.
No entanto, o exemplo islandês não pode ser comparado com a situação de países como Grécia ou Itália.
"A grande diferença entre Grécia, Itália e demais e a Islândia em 2008 é que esta última sofreu uma crise bancária causada pelo colapso de um setor hiperatrofiado, enquanto os anteriores têm uma crise de dívida soberana que se estendeu ao setor bancário europeu", explica Bentsson.
O ex-primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, no poder durante a crise financeira de 2008 e atualmente processado por sua condução da crise, insistiu que o governo tomou a decisão correta deixando os bancos quebrarem e os credores assumirem as perdas.
"Salvamos o país da bancarrota", disse Haarde, de 68 anos, à AFP em uma entrevista em julho.
"É evidente se for comparada nossa situação atual com a da Irlanda, para não falar na Grécia", disse, acrescentando que estes dois países da UE "cometeram erros que nós não cometemos". "Nós não garantimos as dívidas externas do sistema bancário", acrescenta.
Assim como Irlanda e Letônia, também resgatados com ajuda internacional e em recuperação atualmente, a Islândia empreendeu duras medidas de austeridade.
A fórmula islandesa parece estar dando certo. Tanto que seu banco central aumentou na quarta-feira sua taxa básica de juros em 0,25%, a 4,75%, seguindo uma tendência oposta à da maioria dos países desenvolvidos, que reduziram suas taxas para favorecer o crescimento e evitar uma nova recessão.
Segundo o banco central islandês, o crescimento econômico na primeira metade de 2011 foi de 2,5% do PIB, e espera-se que no conjunto do ano chegue a mais de 3%.
REIKIAVIK, Islândia, 6 Nov 2011 (AFP) -Três anos depois do colapso dos bancos islandeses, a economia da ilha se recupera e se ergue como prova de que os governos, em vez de resgatar estas entidades, deveriam deixá-las quebrar e proteger os contribuintes, apontam analistas.
Em outubro de 2008, os três grandes bancos islandeses foram varridos por sua exposição à crise das hipotecas "subprime", que dias antes fez sua maior vítima com o banco americano de investimentos Lehman Brothers.
O governo de Reikiavik deixou que eles quebrassem e pediu um crédito de 2,25 bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Após três anos de duras medidas de austeridade, a economia da ilha, povoada por pouco mais de 300 mil habitantes, mostra sinais de recuperação.
E isso em meio a uma crise econômica que colocou a Grécia à beira da quebra e gerou planos de ajuste muito impopulares em Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, para reduzir um endividamento público inflado em parte pelo resgate do setor bancário.
"A lição que nasce da maneira pela qual a Islândia lidou com sua crise é que, na medida do possível, é importante proteger os contribuintes e as finanças públicas do custo de uma crise financeira", resume à AFP Jon Bjarki Bentsson, analista do banco Islandsbanki.
"Nossa forma de enfrentar a crise não foi uma escolha, mas se deveu à incapacidade do governo de apoiar em 2008 bancos muito grandes em comparação com a economia. No entanto, isto foi relativamente bom para nós", acrescentou.
O setor financeiro islandês valia antes de sua quebra 11 vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB) da ilha.
O economista americano e prêmio Nobel Paul Krugman concorda com as declarações de Bentsson.
"Enquanto os demais resgataram os banqueiros e fizeram o povo pagar o preço, a Islândia deixou que os bancos quebrassem e expandiu sua rede de proteção social", escreveu recentemente Krugman em um artigo no The New York Times.
"Enquanto os demais ficaram obcecados em tentar aplacar os investidores internacionais, a Islândia impôs controles temporários aos movimentos de capital, para abrir um espaço de manobra", acrescentou.
Durante uma visita a Reikiavik na semana passada, Krugman destacou que a Islândia deve sua recuperação a sua moeda nacional, a coroa, e advertiu contra a ideia de que a adoção do euro protege dos desequilíbrios econômicos.
"A recuperação econômica da Islândia demonstra as vantagens de estar fora do euro", disse Krugman, acrescentando que isto deveria servir de advertência à Espanha.
No entanto, o exemplo islandês não pode ser comparado com a situação de países como Grécia ou Itália.
"A grande diferença entre Grécia, Itália e demais e a Islândia em 2008 é que esta última sofreu uma crise bancária causada pelo colapso de um setor hiperatrofiado, enquanto os anteriores têm uma crise de dívida soberana que se estendeu ao setor bancário europeu", explica Bentsson.
O ex-primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, no poder durante a crise financeira de 2008 e atualmente processado por sua condução da crise, insistiu que o governo tomou a decisão correta deixando os bancos quebrarem e os credores assumirem as perdas.
"Salvamos o país da bancarrota", disse Haarde, de 68 anos, à AFP em uma entrevista em julho.
"É evidente se for comparada nossa situação atual com a da Irlanda, para não falar na Grécia", disse, acrescentando que estes dois países da UE "cometeram erros que nós não cometemos". "Nós não garantimos as dívidas externas do sistema bancário", acrescenta.
Assim como Irlanda e Letônia, também resgatados com ajuda internacional e em recuperação atualmente, a Islândia empreendeu duras medidas de austeridade.
A fórmula islandesa parece estar dando certo. Tanto que seu banco central aumentou na quarta-feira sua taxa básica de juros em 0,25%, a 4,75%, seguindo uma tendência oposta à da maioria dos países desenvolvidos, que reduziram suas taxas para favorecer o crescimento e evitar uma nova recessão.
Segundo o banco central islandês, o crescimento econômico na primeira metade de 2011 foi de 2,5% do PIB, e espera-se que no conjunto do ano chegue a mais de 3%.
Asteróide de 400 metros passa perto da terra
CÁSSIO LEANDRO D. R. BARBOSA(DOUTOR EM ASTRONOMIA, COORDENADOR DO CURSO DE FÍSICA DA UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA) - O Estado de S.Paulo
No início de novembro de 2011, o asteroide 2005 YU55 passou a uma distância de quase 310 mil quilômetros da Terra. Isso significa que, por algumas horas, esse miniasteroide esteve mais perto de nós que a própria Lua. Com 400 metros de comprimento, o 2005 YU55 poderia ter causado um belo estrago se colidisse com nosso planeta. O mais curioso (para mim) é que, no dia 28 de outubro, o asteroide 2011 UX255 passou ainda mais perto, a 150 mil km, e não houve tanto estardalhaço. Vai ver que por causa do seu tamanho: 15 metros, "apenas".
Todos os dias a Terra é atingida por milhares de pedaços de rochas ou mesmo lixo espacial. Mas na grande maioria das vezes esse material é incinerado pelo atrito com a atmosfera terrestre. Além disso, três quartos da superfície do planeta estão cobertos por oceanos. Grande parte do material que sobrevive ao atrito com a atmosfera acaba caindo no mar. No caso do tão falado 2005 YU55, mesmo caindo na água, o impacto de uma pedra desse tamanho causaria um tsunami de proporções inimagináveis. Em terra firme o estrago poderia ser maior, com terremotos, incêndios e o lançamento de poeira e fuligem que muito provavelmente provocaria uma queda na temperatura global, após os ventos espalharem o material.
Precisamos ter medo? Não! A probabilidade de isso acontecer é ínfima. Mais fácil ganhar na Mega Sena do que ser atingido por um asteroide que venha a acabar com a vida na Terra. Funciona assim: a quantidade de meteoros, asteroides e outras pedras no sistema solar varia com o inverso do seu tamanho. Ou seja, há muita pedrinha no espaço e poucos asteroides grandes. Como a probabilidade de um impacto depende diretamente da quantidade de objetos, é mais fácil uma pedrinha cair no mar do que um impacto devastador dizimar a população terrestre.
Então podemos relaxar e esquecer isso? Nem tanto. Em 1908, acredita-se que um meteoro de uns 100 metros tenha se desintegrado no ar sobre a Sibéria, em Tunguska. Acredita-se, pois não foi coletado nenhum pedaço dele. Sobrou apenas o estrago. Recentemente uma equipe de cientistas mostrou que a resina das árvores daquela época continha traços de minerais encontrados em asteroides. Relatos da época dão conta de que pessoas foram atiradas ao ar por causa da onda de choque gerada pela explosão. Oitenta milhões de árvores foram derrubadas, todas tombadas no mesmo sentido. Além disso, foi registrado um terremoto de 5 graus na escala Richter. Um evento como esse é previsto para ocorrer a cada cem anos. Já estamos atrasados em três...
O que podemos fazer é vigiar. Eternamente. Vários projetos hoje monitoram os céus em busca desses objetos, chamados de "asteroides potencialmente perigosos" (PHA, na sigla em inglês). São asteroides de pequeno e médio porte, portanto difíceis de serem observados, que têm órbitas cruzando perigosamente a nossa. Um desses projetos se chama Impacton e é coordenado pela dra. Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional. Conta com um telescópio robótico de 1 metro de diâmetro posicionado no sertão de Pernambuco e operado remotamente.
Todos os objetos no sistema solar estão sob a influência gravitacional do Sol, mas também dos gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Por vezes um PHA sofre um "puxão" desses gigantes. É aí que mora o perigo porque, enquanto estão em suas órbitas estáveis, podemos prever sua posição. Quando sofrem uma influência dessas, os parâmetros se alteram. Para voltarmos a prever a trajetória deles é necessário monitoramento contínuo por algumas semanas.
Ainda assim, no dia 6 de outubro de 2008, um meteoro com 2 a 5 metros de diâmetro foi descoberto por Richard Kowalski, astrônomo do projeto de monitoramento Catalina, no Arizona. Batizado de 2008 TC3, o asteroide foi monitorado por profissionais e amadores até que entrou na atmosfera no dia seguinte. Esse asteroide explodiu a 37 km de altitude e seus fragmentos se espalharam pelo norte do Egito e do Sudão. Uma equipe internacional conseguiu resgatar 47 meteoritos, somando quase 4 quilos de massa. Essa foi a primeira vez que um asteroide foi descoberto, acompanhado até sua entrada na atmosfera e resgatado em fragmentos. Mas resto uma pergunta na época: e se o asteroide fosse muito maior?
Não dá para responder com certeza quais teriam sido os estragos, mas certamente um objeto muito maior é também muito mais fácil de ser detectado. Infelizmente, o consolo acaba aí. Implantar bombas nucleares ou mesmo bombardear um asteroide com mísseis, por enquanto, somente no cinema.
No início de novembro de 2011, o asteroide 2005 YU55 passou a uma distância de quase 310 mil quilômetros da Terra. Isso significa que, por algumas horas, esse miniasteroide esteve mais perto de nós que a própria Lua. Com 400 metros de comprimento, o 2005 YU55 poderia ter causado um belo estrago se colidisse com nosso planeta. O mais curioso (para mim) é que, no dia 28 de outubro, o asteroide 2011 UX255 passou ainda mais perto, a 150 mil km, e não houve tanto estardalhaço. Vai ver que por causa do seu tamanho: 15 metros, "apenas".
Todos os dias a Terra é atingida por milhares de pedaços de rochas ou mesmo lixo espacial. Mas na grande maioria das vezes esse material é incinerado pelo atrito com a atmosfera terrestre. Além disso, três quartos da superfície do planeta estão cobertos por oceanos. Grande parte do material que sobrevive ao atrito com a atmosfera acaba caindo no mar. No caso do tão falado 2005 YU55, mesmo caindo na água, o impacto de uma pedra desse tamanho causaria um tsunami de proporções inimagináveis. Em terra firme o estrago poderia ser maior, com terremotos, incêndios e o lançamento de poeira e fuligem que muito provavelmente provocaria uma queda na temperatura global, após os ventos espalharem o material.
Precisamos ter medo? Não! A probabilidade de isso acontecer é ínfima. Mais fácil ganhar na Mega Sena do que ser atingido por um asteroide que venha a acabar com a vida na Terra. Funciona assim: a quantidade de meteoros, asteroides e outras pedras no sistema solar varia com o inverso do seu tamanho. Ou seja, há muita pedrinha no espaço e poucos asteroides grandes. Como a probabilidade de um impacto depende diretamente da quantidade de objetos, é mais fácil uma pedrinha cair no mar do que um impacto devastador dizimar a população terrestre.
Então podemos relaxar e esquecer isso? Nem tanto. Em 1908, acredita-se que um meteoro de uns 100 metros tenha se desintegrado no ar sobre a Sibéria, em Tunguska. Acredita-se, pois não foi coletado nenhum pedaço dele. Sobrou apenas o estrago. Recentemente uma equipe de cientistas mostrou que a resina das árvores daquela época continha traços de minerais encontrados em asteroides. Relatos da época dão conta de que pessoas foram atiradas ao ar por causa da onda de choque gerada pela explosão. Oitenta milhões de árvores foram derrubadas, todas tombadas no mesmo sentido. Além disso, foi registrado um terremoto de 5 graus na escala Richter. Um evento como esse é previsto para ocorrer a cada cem anos. Já estamos atrasados em três...
O que podemos fazer é vigiar. Eternamente. Vários projetos hoje monitoram os céus em busca desses objetos, chamados de "asteroides potencialmente perigosos" (PHA, na sigla em inglês). São asteroides de pequeno e médio porte, portanto difíceis de serem observados, que têm órbitas cruzando perigosamente a nossa. Um desses projetos se chama Impacton e é coordenado pela dra. Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional. Conta com um telescópio robótico de 1 metro de diâmetro posicionado no sertão de Pernambuco e operado remotamente.
Todos os objetos no sistema solar estão sob a influência gravitacional do Sol, mas também dos gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Por vezes um PHA sofre um "puxão" desses gigantes. É aí que mora o perigo porque, enquanto estão em suas órbitas estáveis, podemos prever sua posição. Quando sofrem uma influência dessas, os parâmetros se alteram. Para voltarmos a prever a trajetória deles é necessário monitoramento contínuo por algumas semanas.
Ainda assim, no dia 6 de outubro de 2008, um meteoro com 2 a 5 metros de diâmetro foi descoberto por Richard Kowalski, astrônomo do projeto de monitoramento Catalina, no Arizona. Batizado de 2008 TC3, o asteroide foi monitorado por profissionais e amadores até que entrou na atmosfera no dia seguinte. Esse asteroide explodiu a 37 km de altitude e seus fragmentos se espalharam pelo norte do Egito e do Sudão. Uma equipe internacional conseguiu resgatar 47 meteoritos, somando quase 4 quilos de massa. Essa foi a primeira vez que um asteroide foi descoberto, acompanhado até sua entrada na atmosfera e resgatado em fragmentos. Mas resto uma pergunta na época: e se o asteroide fosse muito maior?
Não dá para responder com certeza quais teriam sido os estragos, mas certamente um objeto muito maior é também muito mais fácil de ser detectado. Infelizmente, o consolo acaba aí. Implantar bombas nucleares ou mesmo bombardear um asteroide com mísseis, por enquanto, somente no cinema.
O mercado da fome beneficia países doadores
Luta contra a fome – uma bandeira que praticamente todos levantam. Mas há acusações de que muitos dos que dizem querer ajudar na verdade se beneficiam da miséria alheia.
Veja a matéria completa clicando aqui.
SÃO PAULO ENTRE RIOS
Entre Rios mostra a história de São Paulo e como a cidade está ligada a seus rios.
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